| Reino: | Animalia |
| Filo: | Chordata |
| Classe: | Aves |
| Ordem: | Apodiformes |
| Família: | Trochilidae |
| Vigors, 1825 | |
| Subfamília: | Polytminae |
| Reichenbach, 1849 | |
| Espécie: | A. lumachella |
O beija-flor-de-gravata-vermelha também chamado de Gravatinha, é uma ave apodiforme da família Trochilidae.
Seu nome científico significa: do (grego) augastës, augë = brilhante, radiante, luz do sol; e do (latim) lumachella = mármore italiano que irradia fogo; calcário escuro contendo conchas que emitem reflexos de fogo (dimensões de lumacha caracol). ⇒ Ave brilhante como o mármore de fogo.
Pesa cerca de 4g. O macho mede 10,1 cm e a fêmea 8,9 cm de comprimento. O bico mede 19,2 cm e é preto e reto. O macho tem um verde brilhante na testa, queixo e garganta, que possui uma linha peitoral branca em forma de colar com uma gravata vermelha rubi no centro. A coroa, as bochechas e os lados do pescoço possuem coloração preta com tons azulados. As partes superior e inferior e os élitros são verdes dourados brilhantes. As asas são pretas e roxas; baixo cobre vermelho; as superfícies superiores da cauda são azul esverdeadas. As pernas são pretas. (Sick, 1997)
A fêmea é ligeiramente mais pálida. A coroa, as costas e o pescoço são cercados; as bochechas, o queixo, os lados do pescoço e da garganta são cinza a castanho; na parte inferior e sob a cauda a mistura branca e cinza. As penas da cauda são vermelhas douradas, com penas exteriores cinzentas. (Sick, 1997)
Não possui subespécies.
Se alimentam primariamente de néctar, usando sua longa língua para extraí-lo da planta.
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Os ninhos de Augastes lumachella são constituídos de paina de cactáceas, principalmente as dos gêneros Austrocephalocereus e Pilosocereus, bromeliáceas, asteráceas ou gramíneas. A parte externa é compactada com teias de aranhas e uma secreção própria, apresentando também pequenos líquens aderidos às paredes. Os ninhos ficam suspensos em galhos de plantas herbáceas em uma altura média de 1,30m do solo em locais protegidos do vento (Ruschi, 1915).
É uma espécie ainda pouco conhecida, porém sabe-se que vive em áreas rupestres entre 950 a 1600 m de altitude, onde predominam cactáceas, bromélias rupícolas, orquídeas e veloziáceas.
Ocorre na porção baiana da cadeia do Espinhaço, a Chapada Diamantina. Registros recentes da espécie na região do Boqueirão da Onça, no município de Sento Sé-BA, representaram uma ampliação de distribuição da espécie (Souza et al. 2009).